Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

blackout etílico

Nesses quase 28 anos de vida, eu tinha tido apenas um blackout etílico na minha vida.

Entenda-se por blackout etílico você estar bem, de repente ter um apagão na história e depois você voltar para a realidade, e não desmaiar, essas coisas. Desmaiar de bêbada eu nunca desmaiei, ainda bem!

E depois da primeira vez, que foi em Itajubá, em 1999, e não foi uma história da qual eu me orgulhe muito (mas também não me envergonho, quem aos 18 anos não dá uma dessas?), mas o fato é que depois disso nunca mais aconteceu, não importava o quanto eu bebesse, eu sempre tinha controle da situação e sabia o que estava fazendo, e ficava bem se precisasse.

Pois bem, sábado a balada estava cheia-muito-cheia-mas-lotada-de-verdade, e eu, para não derrubar meu copo no primeiro que esbarrasse em mim, virei tudo. O primeiro e o segundo, aliás.

Ok, primeira música, segunda, amiga da Biba, a gente se esbaldando de dançar Gretchen... BLACKOUT!

- Eu tô ficando com você? Ah, que engraçado... deixa o ... saber!

Tentando voltar pra luz...

- Ná, eu fiquei com ele mesmo (uma 3 vezes, até chegar à consciência e ter certeza de que tinha ficado, a Ná confirmado, eu tinha compreendido e que já estava na luz de novo)?

- Meu, eu já beijei teu amigo antes.
- Tudo bem, Rô, a gente tá tudo entre amigo mesmo!
- Ah, tá!

Ok, noite, noite, noite, uma hora a mais de balada, pessoas de Santa Helena, Goiás, volta, fotos, volta, volta, volta...

- Ná, me ferrei, sabe quando vc beija alguém e tem estrelinhas?

Noite, noite, noite, água, vamos embora...

Dia seguinte, esquisita, cara, ele sempre esteve por aí, é da “Família”, tanto que me falaram pra ficar com ele e eu nunca dei bola, levando na brincadeira.

Hoje esquisita, quando foi a última vez que eu beijei alguém que tivesse dado estrelinhas (e olha que ultimamente a probabilidade anda grande...), e todo mundo nessa fase de guerra, eu principalmente.

Eu não sei nem como ele me beijou (ah, sim, apesar do blackout eu sei que foi ele, porque eu estava bem no mesmo lugar onde estava antes de escurecer tudo, dançando com minha amiga Biba), vê se isso é comportamento que se apresente.

Ok, eu vou ter que desencanar, né?
Porque chega de paixonite, foram só estrelinhas, e a guerra tem que continuar, e torcer para da próxima vez que eu apagar, beijar alguém que não seja da mesma turma que eu, principalmente a que tem sido meu porto-seguro ultimamente, para que eu possa desabafar com eles jogando dominó sem ter que me preocupar com o singelo fato que meus amigos (principalmente meu melhor comparsa) são os melhores amigos dele!

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