Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

frescurite

Preciso confesar: apesar de me fingir de forte e até fazer parte de uma comunidade chamada "Eu não sou fresca, e agora?" no orkut, eu sou fresca sim!

Primeiro que me irrita muito barulho, muita gente falando ao mesmo tempo, barulhos esdrúxulos de celular... Não só me irrita, é meio patológico. Meu cérebro não é capaz de lidar com muitos estímulos ao mesmo tempo, e eu acabo meio passando mal com muita informação. A mesma coisa acontece quando entro em lugares visualmente poluídos, me dá siricutico e eu não aguento ficar muito tempo. Para os casos de poluição sonora, me esconder atrás dos meus fones de ouvido e o Coldplay saindo do MP3 ajuda bastante.

Mas acho que uma das maiores frescurites é de sujeira. Ok, quem vê meu carro não acredita, mas eu tenho faniquito, daqueles de lavar as mãos toda hora, detestar ficar suando, etc.
E, principalmente, tenho fobia a esponjinhas e panos de prato compartilhados!!!
Tenho, sempre tive, quando lavo louça coloco a esponja 30 segundos no microondas para acabar com as bactérias!!!
E agora a pouco entrei na cozinha e fui incapaz de lavar um copo porque a esponjinha estava boiando num potinho plástico cheio de água!

ARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRGH!!!!

Ok, eu sou fresca, é verdade e é admitido, mas é muita porquice largar esponjas dentro da pia, encharcadas, ainda mais boiando na água suja!
E pano de prato é outra coisa que passo longe. Se não tem um guardanapinho ou papel toalha para ajudar, deixo a louça secando naturalmente.

E nem adianta torcer o nariz e me olhar com aquela cara de quem me acha uma enjoadinha fresca filhinha de mamãe, que eu nem ligo!!!

Uma canção pelo ar: A Outra Rota (Paralamas do Sucesso)

Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

...cada um no seu quadrado...

Fuçando no orkut, aquele temível mundo azul-calcinha, com seus temíveis quadradinhos e carinhas.
Olhando fotos de gente conhecida, de gente querida, de gente que só sei de longe quem é.

Pensando qual o lugar que eu tenho na vida de cada pessoa.

É louco pensar nisso, eu sei! Meio paranóico, mas quem está livre?

Primeiro que é esquisito saber que dividimos pessoas com pessoas que não suportamos, e é insuportável saber que talvez essas pessoas tenham mais espaço na vida das nossas pessoas do que nós mesmo temos.

E pensei que muitas vezes eu dou um espaço ENOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORME na minha vida para pessoas que me dão no máximo um cantinho, e acabo esquecendo de deixar mais espaço para pessoas que realmente se importam.

Ok, muitas vezes eu erro em não deixar os outros saberem do tamanho do espaço delas (sabe aquela coisa do Vinicius, de “amigos que nem sabem que são meus amigos?), e erro em não dizer que me importo, e em deixá-las irem embora, e erro por não brigar pelo meu espaço...

E eu queria tanto poder perguntar para as pessoas qual o espaço que elas reservam pra mim, ou arranjar alguma outra forma de descobrir, mas é impossível fazer isso sem soar como algum tipo de cobrança, coisa que eu realmente estou tentando me livrar.

Talvez minha parte seja mostrar aos que têm um espação na minha vida que eu quero que eles fiquem, mas nem sempre é tão fácil, né?

Quarta-feira, Janeiro 28, 2009

o pra sempre sempre acaba...

Percebi hoje, no meu MP3.

Não consigo mais ouvir "músicas que me lembram".

Pulei músicas da Unesp, da Pós, de pessoas que passaram...

Já faz um tempo, tenho buscado novas músicas, que é um sinal muito claro de todas minhas fases de mudanças.

E eu acho que isso é bom, porque não está sendo uma coisa forçada, é algo que simplesmente está acontecendo. Na verdade, muitas das novas coisas já não são mais tão novas, muitas das novas pessoas estão bem estabelecidas no meu mundo.

Não consigo ouvir músicas que lembrem "ele", porque ele não faz parte desse mundo novo que se formou, embora vá sempre fazer parte da minha vida.

Essa nova fase está dentro de uma fase maior, que é uma das de maior paz na minha vida, mesmo que algumas das minhas TPMs pareçam intermináveis e às vezes eu fique meio esquisitinha!

Uma canção pelo ar: Conversation (Eagle Eye Cherry)

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

... diálogos do cotidiano ...

Agora há poucos minutos, me fazendo entender porque às vezes nos distanciamos mesmo daquelas pessoas que um dia já foram nossas melhores amigas:
Mas a conversa foi com uma das minhas pessoas "para sempre", porque amigos a gente reconhece...

roberta says: ai, Cá, mas posso ser sincera?
Carol Prado says: pode
roberta says: esse é um mundo que eu não sinto falta
roberta says: sinto saudade, sim, mas não falta
roberta says: então, porque eu tô bem
Carol Prado says: eu entendo
roberta says: eu construi meu mundo, achei minhas pessoas, e vi que algumas coisas não combinavam mais comigo
roberta says: tipo, acho que falta mesmo eu sinto de vc, da carlinha e da loba...rs
roberta says: nem da Isão...
Carol Prado says: naum?
Carol Prado says: nossa.. mas até da isis?
roberta says: sabe quando vc vê que as pessoas seguiram rumos muito diferentes na vida?
Carol Prado says: sim, sim..
roberta says: ah, carol, não me leve a mal, porque não é por mal, talve eu precisasse te explicar pessoalmente pra vc entender...rs
Carol Prado says: mas eu entendo, sim, Ro.. a gente muda muito
Carol Prado says: e queira ou naum.. tem gete que vira sua amiga somente porque estào passando por momentos parecidos.. naum exatamente porque tem afinidades
roberta says: mas, sim, eu tô feliz, muito... apaixonadinha, pós-graduada, continuamente tentando emagrecer e com planos de virar esteticista...rs
roberta says: então, e eu e a isis não temos NENHUMA afinidade...rs
Carol Prado says: tipo... mudou o momento.. já naum tem mais nada a ver
Pronto, um fantasma exorcisado (ou seja lá como se escreve isso), em menos de 5 minutos.
É tão bom gente que sabe ler nossas entrelinhas!!!
=]

Domingo, Janeiro 04, 2009

...

Porque às vezes, inevitavelmente, a gente acaba voltando ao passado e se questionando "e se?".
Qual o caminho que as coisas poderiam ter tomado, por que aconteceram de uma forma e não de outro, por que nossas vidas tomaram determinados caminhos.

E é tão estranho, porque muitas vezes não temos respostas, e eu teimo em ficar me questionando sobre um futuro que não aconteceu.

Porque tá quase tudo perfeito, eu não tenho mais vontade de ir embora, eu estou feliz com as pessoas que me cercam e comigo mesma, e tirando uma coisinha aqui e outra ali (incluindo hoje ser domingo à noite véspera de fim de férias e depois de um sábado quase perfeito), de vez em quando ainda aparecem aquelas dúvidas.

Na verdade, a de hoje à noite eu tenho a resposta, as coisas aconteceram pela distância, pela fase da vida e porque em 1999 minha vida se resumia a entrar na faculdade e festas e a paixonite pelo meu professor de Geografia do cursinho.

Mas têm tantas outras interrogações, e é bom revisitá-las porque numa das primeiras vezes na minha vida, estou tentando fazer alguma coisa dar certo, indo atrás, sem me colocar na minha confortável posição cool de sempre.

A gente tem que ir aprendendo, não dá mais para aceitar perder as pessoas e depois tentar me enganar soltando um "eu não queria mesmo".

Uma canção pelo ar: coisas lights como Michael Bublè e Norah Jones, só faltou a taça de vinho nesse post