Quinta-feira, Março 19, 2009

porque sim

Ontem, chuva, bar, pessoas muito especiais, conversa jogada fora.

Rê: Então, Robertinha, você agora vai ter que escolher entre o ... e o ...
Eu: Ai, Rê, sinceramente?
Rê: Você não sabe?
Eu: sei sim!
Rê: e então?
Eu: vou preferir a Roberta dessa vez!

Não sei se estou fazendo tudo errado, porque simplesmente não estou fazendo nada.

Eu não estou entendendo os porquês de todas as pessoas mas resolvi aderir à filosofia da Rê, do “fez porque fez”, “não fez porque não fez”, e isso vale para mim também.
Parar de ficar complicando muito, né?

A teoria não é da Rê, é do José Simão, mas sem ela eu não ficaria sabendo, muito menos no contexto que eu preciso.

Segunda-feira, Março 09, 2009

veio num momento muito apropriado

Gritos ou sorrisos
(Walcyr Carrasco)

11.03.2009

Olho em torno. Estou em uma sala ricamente decorada com móveis antigos e lustres de cristal. Vestida com uma grife importante e adornada com joias de bom gosto, a anfitriã recebe com distinção um pequeno grupo de convidados, do qual faço parte. Conversa delicadamente sobre artes, viagens e outras amenidades. O copeiro entra com uma bandeja com refrescos e champanhe. Mas comete uma gafe: oferece-me uma taça antes de servir uma convidada – a etiqueta manda que as mulheres sejam servidas em primeiro lugar. Imediatamente, a voz da dona da casa se torna dura, ríspida, cheia de raiva.

– Será que você nunca aprende? – acusa. – Não sabe se comportar?

O homem murmura desculpas envergonhado e se retira humilhado. Ela suspira.

– Essa gentinha não tem jeito!

Fico pasmo. Onde foi parar a elegância? Por que humilhar um subalterno devido a um erro de etiqueta ao qual ninguém daria importância? Sempre me defronto com esse tipo de situação: gente que gosta de humilhar os outros, principalmente quem não pode se defender. Certa vez fui a um jantar na mansão de um arquiteto. A certa altura, o anfitrião aproximou-se de um jovem vestido de maneira mais simples – como vim a saber, estagiário em seu escritório de arquitetura – e disparou:

– Sabe o que está bebendo? É vinho francês, aproveite!

O rapaz ficou completamente sem jeito. O outro ainda comentou com um amigo:

– Nem sei por que sirvo bebida boa a quem não pode apreciar. Olha só, ele nem sabe segurar a taça!

Porteiro de prédio sofre. Há quem ache que não precisa se identificar. Ou reclame enquanto o outro pede a autorização de acesso ao morador. Passam pelo hall com os olhos chamejando:

– Não me conhece?

Confesso: eu mesmo já cometi esse tipo de erro e até hoje me envergonho. Certa vez morava em um condomínio e cheguei à guarita no carro de amigos. O segurança, novato, não me conhecia. Fez uma confusão e não queria permitir a minha entrada. Explodi:

– Você não tem uma relação? Verifique! Ou chamo a síndica!

O rapaz só estava fazendo seu trabalho: proteger o condomínio. Ao ameaçar com a síndica, eu de fato o ameacei com demissão. No dia seguinte, envergonhado, pedi desculpas ao segurança e às pessoas que estavam no carro comigo.

Já me aconteceu o contrário. No final de uma peça de teatro, fui convidado a ir aos bastidores. Cumprimentei os atores que eu conhecia. Quando ia embora, uma das estrelas saiu de seu camarim. Fui parabenizá-la. Com um olhar altivo, ela me respondeu friamente. Despedi-me sem jeito.

Na mesma noite recebi um telefonema do administrador do espetáculo. A estrela descobrira que eu era autor de novelas e estava arrependida por ter me tratado daquela maneira. Na noite seguinte tentou jantar comigo. Um amigo comum quis fazer a ponte.

– Ela sonha atuar em sua novela. Pediu-me para explicar que só agiu daquele modo porque não sabia quem você era.

– Pior! – respondi. – Se tratou mal um desconhecido que foi lhe dar os parabéns, como será com os cabeleireiros, costureiras, motoristas, técnicos, produtores, que são a base de um trabalho em televisão?

Às vezes a pessoa nem é tão mais rica que a outra, mas se acha superior só porque tem um carro, uma casa maior, um diploma. Na minha opinião, a melhor forma de conhecer uma pessoa é observar a maneira como trata aqueles com quem a vida não foi tão generosa no sentido material. Agradecer cada gesto faz bem a quem ouve e a quem fala. Gritos ou sorrisos dão uma boa medida de quem é quem.

Sexta-feira, Março 06, 2009

eu e memê, memê e eu

1. Se Deus existe, o que gostaria que ele lhe dissesse ao te encontrar?
Quais são as regras do jogo

2. Que pessoa (viva) você mais admira?
Guaxi!!! (vulgo mamãe)

3. Qual o seu maior medo?
Perder pessoas queridas e violência urbana

4. Com qual figura histórica você mais se identifica?
Acho que nenhuma, mas se fosse alguém famoso, talvez diria que me identifico com Almodóvar

5. O que você menos gosta em sua aparência?
Depende do dia, do humor... mas acho que a juba poderia ser menos rebelde e ter menos pança

6. Em qual tipo de ocasião você mente?
Em várias. Adoro verdades, mas algumas mentiras são necessárias para o convívio social, desde que não prejudique ninguém

7. Como você gostaria de morrer?
Rápido e em paz

8. Qual a sua palavra preferida?
Gosto de várias delas, juntinhas, de preferência com uma melodia junto

9. Qual a sua droga favorita?
Endorfina, serotonina e whisky com energético

10. Qual o som/barulho que mais gosta?
Água

11. Qual seu palavrão preferido?
Confesso que mandar as pessoas à puta que pariu traz um alívio enorme pra alma

12. Que homem ou mulher você escolheria para ilustrar uma nova nota de dinheiro?
Nenhum, acho que esse não é um tipo de homenagem nem para a pessoa, nem para o dinheiro. Ou o Kimi Raikkonen, para vê-lo toda hora sem ter que colocar uma fotinho dele na carteira (não que eu tenha uma...)

13. O que você gostaria que estivesse escrito na sua lápide?
Nunca pensei nisso e é o tipo de coisa que não me preocupa... prefiro pensar no que deixei gravado para as pessoas e ter feito as coisas valerem a pena

14. Qual seu pecado preferido?
ah, TODOOOOS!!! Avareza e Inveja em menos intensidade, mas quem não os pratica?

15. Qual a pergunta mais estúpida desse questionário?
ah, sei lá... eu adoro esses questionários, sendo estúpidos ou não.

Quinta-feira, Março 05, 2009

quebrando correntes

Porque eu tenho um chefe que é o extremo da falta-de-educação, grosseria e todos os sinônimos possíveis desses adjetivos.
Porque ele diz desaforos e coisas do tipo diariamente, ao ponto de humilhar as pessoas de uma forma muito feia.
E eu fico bem mal e abalada com isso, logo eu que já fui o cúmulo da megera e agora resolvi virar uma docinho.

E ontem eu estava dirigindo e minha mãe me liga e pergunta coisas que eu não sabia e não tinha como resolver aquela hora, e o telefone falhava, e minha irmã ligava, e eu tentava ligar de volta e nada, e minha vontade era de fazer o retorno na Paulista e voltar para casa, bufando.

E depois eu só fiquei pior porque fui grossa com elas, assim como meu chefe foi comigo, e elas não têm nada a ver com os meus problemas, e eu fiquei criando uma corrente de coisas ruins, em vez de quebrá-la.

E estava a ponto de explodir quando cheguei na Paulista e quase bati o carro, mas almas amigas me salvaram, e foi tão bom ficar lá conversando com elas, sobre bobeirinhas e coisas sérias também, porque elas sempre me fazem bem, aquele tipo de relação tão boa que só ouvir a voz das pessoas e aquele jeito de falar tão familiar já acalma.

E voltando, tarde da noite, conversar com papai super-herói que às vezes me faz perder a paciência por querer falar demais, mas outras me traz tanta paz de ficar insistindo que eu coma e mostra que as coisas não são tão ruins assim , e que a gente tem direito de ficar mal por 30 minutos, e depois tem que levar a vida em frente...

E eu fico realmente tentando não me abalar, porque senão entro nessa corrente horrível, e decididamente não estou a fim disso.

time after time

1995: Uma menina da oitava série era apaixonada por um menino do 3º colegial, que nem sabia da existência dela.

2009: A “gente-quase-grande” na qual essa menina se transformou está trabalhando quando alguém pára atrás dela, coloca as mãos em seus ombros e a convida para ir passar um final-de-semana na chácara dele, “aquela em Salto...”, junto com o pessoal que está combinando.

Ok, ela não é mais apaixonada por ele há algumas encarnações, mas descobriu que ele é uma das pessoas mais doces e legais do mundo, e fica aqui rindo e vendo como o mundo dá voltas!

Uma canção pelo ar: Roda Viva (Chico Buarque e Fernanda Porto) – Quer música mais apropriada?

Terça-feira, Março 03, 2009

No melhor ritmo de pagode: “eu me apaixonei pela pessoa errada, você não sabe quanto que eu estou sofrendo...”.

Ok, vamos lá, eu não me apaixonei, e não gosto de pagode. Não desse, pelo menos.

Acho irônico o modo que as coisas acontecem.
Ele era uma pessoa que ninguém queria saber, que já foi o nerd sem amigos.
Eu o conheci bem depois disso, e meus amigos ficavam falando para eu ficar com ele e eu nem aí.

Era uma balada, eu bêbada totalmente em fase apagão, “acordei” beijando ele e fiquei com estrelinhas desde então.
E daí ele não quis mais saber de mim e eu estou com o orgulho ferido.

Ok, ok, a história não é assim!

Não sei se ele quer saber de mim (queria antes, agora eu devo ter virado um nome pra encher pontuação) e eu não tenho me comportado nada bem desde então, e fico dodói porque ele também não tem, fingindo não pensar que minha moral foi pelo ralo naquele dia, um pouco mais sábado passado e que eu estou bravamente lutando pelo título de pessoa “tô nem aí” do mundo.

O problema é que eu tô aí e não sei demonstrar, porque sei que ele ta na fase de desapego e pontuação total, e fico achando ruim ele xavecar minha amiga quando simplesmente passo reto pelo fato de que eu tenho feito coisas bem piores.

A verdade, é bem da verdade, é que eu estou muito menos apaixonadinha e muito mais com orgulho ferido, por ter virado estatística só, porque meu ego grande não permite que isso aconteça logo com alguém que tem um histórico que nem o dele.
Assim como não me permite perceber que a que está agindo pior nessa história sou eu.

Mas, apesar de tudo, eu tô bem, mesmo!
Escrevi mais porque estou achando muito engraçado tudo isso que está acontecendo, anda tudo tão um “Barrados no Baile do Lado Negro da Força” e eu começo a observar as coisas como alguém de fora, achando tudo interessante, principalmente a maneira como tenho me redescoberto nessa história toda.

Domingo, Março 01, 2009

ainda bem que você não ficou quieto

"ou não, vc num dise q tava se divertindo? entao,.. abraça o capeta logo e aproveita,.. vai saber até qdo vai durar"

"sou sempre a favor da festa,... qdo vc quiser namorar, ai vc para, e pronto,... foda é ficar se policiando qdo ta solteira, ai qdo começa a namorar fica querendo sair pq não aproveitou qdo tava solteira"

Ele ficou se sentindo culpado depois disso, "aquela sensação de, 'devia ter ficado quieto'", mas depois de ontem, eu percebi o impacto que a pseudo-bronca que levei aquele dia.
Ok, acho que tenho que respeitar meus limites, mas parar de ficar encanando com "isso é certo, isso é errado", e com o que os outros pensam ou deixam de pensar.
Acho realmente que quem importa e quem SE importa sabe realmente o que existe além do "buraco negro da Trash", e sobre os outros... bem, o que eles pensam é problema deles.

E, continuando a sessão de pessoas que "ainda bem que não ficaram quietas", teve o ataque de indignação ontem da Ná, que fez bem por ter falado coisas que ela não queria falar, mas que falou e me deu click!
E pelo o que ela me falou na fila também, porque, realmente, eu sou SÓOOOOOOOOOOOOOO um pouco mais passional que ela...rs

E, Alê, pela nossa conversa na sacada ontem e por poder confiar sempre, e pela paz que me passa pela simples presença!!! É o Fofucho mais Fofucho da minha vida!!! hehehehe